Os Cinco Ritos Tibetanos – A fonte da Juventude

Há alguns anos eu li o livro “A fonte da Juventude” de Peter Kelder. Este livro relatava a formidável longevidade que certa aldeia tibetana possuía, devida aos seus costume e práticas. 
Estes cinco ritos devem se praticados todos os dias como forma de manter a vitalidade e juventude. 

O texto abaixo foi extraído da página:
http://instmedicinaintegrativa.wordpress.com/2013/03/26/os-cinco-ritos-tibetanos-a-fonte-da-juventude/

Quem puder ler o livro, é uma ótima leitura. O autor dá diversas dicas sobre alimentação e costumes que potencializam os efeitos. 
Tomar café misturado com leite, por exemplo, não é muito recomendado pois sua digestão não é muito boa. Pois é, nosso "pingado" é gostoso, mas nossa digestão não aprecia muito. Comecei a prestar atenção nos efeitos após tomar a mistura e realmente parece que torna-se um pouco indigesto. Tomando café ou tomado leite em separado, é tranquilo, mas o pingado fica algumas horas com o gosto na boca. Bom, leiam o livro que certamente o autor explica melhor do que eu!

Aproveitem...

Namastê!

Os Cinco Ritos Tibetanos – A fonte da Juventude


O nosso corpo tem sete centros de energia, que podem ser chamados vórtices, ou chacras.
Trata-se de poderosos campos energéticos, invisíveis aos olhos, mas cuja existência é indiscutível. Os sete vórtices controlam as sete glândulas do sistema endócrino, e estas, por sua vez, regulam todas as funções do corpo, inclusive o processo de envelhecimento.

  • O primeiro vórtice (denominado chacra da Raiz) situa-se na base da espinha;
  • O segundo (o chacra sexual), na região do baixo-ventre, abaixo do umbigo;
  • O terceiro (o chacra do plexo solar), acima do umbigo e abaixo do peito;
  • O quarto (o chacra cardíaco), no centro do peito;
  • O quinto vórtice (o chacra da garganta) fica na base do pescoço;
  • O sexto (o chacra do terceiro olho),no centro da testa, entre as sobrancelhas;
  • E o sétimo, o vórtice mais elevado (o chacra coronário), localiza-se no alto da cabeça;
Num organismo sadio, todos esses vórtices giram a grande velocidade, fazendo com que a energia vital, flua, subindo pelo sistema endócrino. Mas, se um ou mais desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo da energia vital fica inibido ou bloqueado – e disso resulta o envelhecimento ou a doença. Num indivíduo jovem, esses vórtices estendem-se para fora do corpo, mas nos velhos, fracos e doentes, eles mal conseguem atingir a superfície. O modo mais rápido de se recuperar a saúde, vitalidade e juventude é fazer esses centros de energia voltarem a girar normalmente.
Existem cinco exercícios simples para tal finalidade. Qualquer um deles sozinho já é bom, mas os melhores resultados são alcançados quando se praticam juntos. Esses exercícios não são uma ginástica. Os lamas  chamam-lhes  de ‘ritos’.
Os Cinco  Ritos Tibetanos  são a chave para a vitalidade, saúde e juventude, restabelecem o equilíbrio dos sete centros de energia.
RITO NÚMERO 1
O primeiro rito é muito simples É feito com o propósito expresso de aumentar a velocidade dos vórtices. As crianças costumam fazê-lo quando brincam

Rito nº1

Tudo o que  tem a fazer é ficar de pé, erecto  com os braços estendidos para os lados, na horizontal.
Em seguida, gire de um lado a outro até ficar um pouco tonto. Lembre-se! é importante começar a girar partindo da esquerda para a direita. Em outras palavras, se você colocasse um relógio deitado no chão, teria de girar seguindo os ponteiros deste.
De início, a maioria dos adultos não conseguirá girar mais do que meia dúzia de vezes sem ficar bastante tonto. Como iniciante, não deverá tentar mais do que isso. Se tiver vontade de sentar ou deitar para se recuperar da tontura, faça-o à vontade. Nas primeiras vezes, pratique o rito somente até sentir uma ligeira tontura. Com o tempo, à medida que for fazendo todos os cinco ritos, você será capaz de girar cada vez mais vezes, sentindo menos desconforto.
RITO NÚMERO 2
rito22ritoA
rito2b
Rito nº 2
O segundo rito estimula ainda mais os sete vórtices. Ele também é muito simples. A pessoa fica deitada de costas no chão, sobre um tapete ou qualquer outro forro macio. Uma vez deitado de costas, estenda os braços ao longo do corpo e vire as palmas das mãos para o chão, mantendo os dedos fechados. Então, erga a cabeça do chão, encostando o queixo no peito. Ao mesmo tempo, vá levantando as pernas, com os joelhos rectos, até ficarem na vertical. Se possível, deixe as pernas descerem para trás, ficando sobre a cabeça, mas não dobre os joelhos. Depois, vagarosamente, abaixe a cabeça e pernas, mantendo os joelhos firmes, até voltar à posição inicial. Deixe os músculos relaxarem e depois repita o rito. A cada repetição, estabeleça um ritmo de respiração: inspire profundamente ao erguer as pernas e a cabeça; expire todo o ar dos pulmões ao baixá-las. Quanto mais profundamente respirar, melhor. Se você for incapaz de manter os joelhos perfeitamente rectos, dobre-os o mínimo necessário. Mas, prosseguindo na prática, empenhe-se em manter as pernas sempre bem estendidas.
RITO NÚMERO 3
Este rito deve ser praticado logo depois do segundo e é também muito simples.
rito3 Ajoelhe-se no chão com o corpo erecto e os braços estendidos paralelamente ao corpo. As palmas das mãos devem ficar encostadas na lateral das coxas.Incline a cabeça para a frente, até o queixo tocar o peito. Depois, atire a cabeça para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, arqueando o corpo.
rito 3a
Feito isso, volte à posição original e comece de novo o rito. Inspire profundamente quando arquear a espinha e expire ao voltar à posição erecta. A respiração profunda é extremamente benéfica, por isso encha os pulmões o máximo que conseguir.
rito3b
Rito nº 3
RITO NÚMERO 4
rito4Primeiro, sente-se com as pernas estendidas para a frente, deixando uma distância de uns quarenta centímetros entre os pés. Mantendo o corpo erecto, coloque as palmas das mãos no chão,voltadas para a frente, ao lado das nádegas.
rito4a

rito4b
rito4c
Rito nº 4
O tronco e as coxas deverão ficar rectos  horizontalmente em relação ao chão; os braços e as pernas estarão em posição perpendicular ao chão, todos os músculos deverão estar tensos. Por fim, relaxe ao voltar à posição inicial e descanse antes de repetir o exercício.
Uma vez mais, a respiração é importante. Inspire profundamente ao elevar o corpo,segure a respiração durante a tensão dos músculos e expire completamente enquanto volta à posição inicial. Continue respirando ao mesmo ritmo no intervalo entre as repetições.
RITO NÚMERO 5
rito5
Deite-se de bruços no chão. Em seguida, erga o corpo, apoiando-se nas palmas das mãos e dedos dos pés, que deverão ficar fletidos. Durante todo o rito, mantenha uma distância de cerca de 50 centímetros entre os pés e entre as mãos. Mantendo pernas e braços retos, arqueie a espinha e leve a cabeça para trás o máximo possível. Depois, dobre pelas nadegas, erga o corpo até ele ficar como um invertido. Ao mesmo tempo,
Rito nº 5
Rito nº 5
encoste o queixo no peito. Volte à posição inicial e repita. Inspire ao erguer o corpo e expire quando o baixar.
Na primeira semana pratique cada rito três vezes ao dia. Depois, de semana em semana, vá aumentando as repetições de duas em duas, até estar fazendo cada rito 21 vezes por dia. Em outras palavras, na segunda semana execute cada rito cinco vezes; na terceira, execute cada rito sete vezes; na quarta semana, execute cada rito nove vezes por dia, e assim por diante. Em dez semanas estará fazendo cada um deles 21 vezes por dia.
Nos intervalos entre as repetições, fique de pé, erecto  com as mãos nas ancas, e respire profundamente várias vezes. Ao expirar, imagine as tensões a sair do seu corpo, deixando-o relaxado. Quando inspirar, imagine uma sensação de bem-estar invadindo o seu corpo.


Fonte:
“A fonte da Juventude” Peter Kelder

Sobre os mantras...

O Mantra é muito utilizado em várias escolas de yoga e correntes budistas, hinduístas e outras religiões. Mantra significa “controle mental” e consiste em repetir sonoramente ou mentalmente algum som, frase ou cântico.


É mais comum termos mantras em sânscrito, pois esta língua é baseada muito na sonoridade de nossas energias, ou seja, quando você pronuncia um mantra em sânscrito (com a sonoridade correta), você esta vibrando algo em sua energia, e com isso mexendo em sua mente e emoções. Existem mantras para diversos objetivos. Além da sonoridade, o mantra também esta carregado de significados, por exemplo, podemos recitar OM NAMO NARAYANAYA para criar paz interior, como também podemos recitar PAZ INTERIOR, imaginando que a paz vai habitando cada vez mais nosso ser. Ou seja, o mantra não precisa ser necessariamente em sânscrito, se for, tem um efeito mais forte, mas se você não souber ou não achar um mantra em sânscrito para aquilo que objetiva, você pode criar seu próprio mantra em sua língua, pois terá um significado e isso já é bem forte. O Tantra, que é uma espécie de escola de pensamento hindu, explora muito este conceito do mantra em suas práticas.


Para ficar mais fácil de entender os tipos de mantras, eu cito logo mais uma divisão em termos gerais. Os mantras podem ser deste uma combinação de sílabas em sânscrito (o qual chamamos de som semente), como por exemplo, OM, HUM, STRIM. Neste caso, este “som semente” pode significar o som/vibração de um chakra, uma divindade, ou algum aspecto de uma divindade. Pode ser uma frase, como OM MANI PADME HUM, OM MANAH SHIVAYA, significando o poder ou atributos de uma divindade. Ou o mantra também pode ser um conjunto de frases, como por exemplo o Gayatri mantra, significando uma diversidade de ensinamentos profundos. O Mantra também pode ser utilizado como uma oração ou devoção a determinada divindade ou Deus, por isso que esta presente em várias religiões como o Budismo e Hinduismo.


Lá no começo eu disse que o mantra podia ser recitado sonoramente ou mentalmente, pois bem. O Mantra é uma “ação”, onde você faz para obter algum resultado ou com um objetivo. Esta “ação” pode ser falada ou mentalizada, pois quando você mentaliza ainda esta cultivando seus significados. Considerando que é difícil manter a concentração por certo período de tempo, controlando a mente para que não saia viajando em outros assuntos diversos, é mais fácil se distrair e perder o foco quando se esta recitando mentalmente. Quando falamos de “ação” é impossível deixar de falar em Karma.


Karma é um conceito que é adotado em várias religiões do mundo, principalmente as vindas do oriente. Karma significa “ação”, é a lei universal de “causa e efeito”, onde cada ação decorrerá um efeito, e cada efeito é resultado de uma causa. Há três formas de criar karma, o pensamento, a fala e a ação. Dentro do yoga, a mandala é a representação do pensamento, o mantra é da fala e o mudra é da ação. O Karma não é uma ciência exata, portanto não se sabe quando acontecerá o efeito de determinada causa. Dizemos que o efeito pode ser latente ou manifesto, é manifesto o que acontece e é latente o que fica “guardado” para se manifestar no futuro (inclusive pode se manifestar apenas em uma próxima existência da pessoa), mas é certo que em algum momento irá se manifestar.


Quando recitamos um mantra repetidas vezes, estamos criando um karma para que seu efeito se manifeste algum dia em nossa vida. Pode-se utilizar uma japamala (ver imagem abaixo) para fazer esta repetição e também para contar o número de repetições.


Aos poucos vou postando sobre alguns mantras.

OM


O mais antigo e o mais poderoso de todos os mantras. OM é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras. O Universo vibra OM, portanto, quando recitamos OM, estamos entrando em sintonia com o universo, com Brahman, com Deus.


De forma ortodoxa, mantemos o mesmo tempo de pronuncia para o "O" e para o "M". Mas há diversas variações de tempo e pronuncia.


Escrevemos AUM para representa-lo. “A” é Brahma, o criador, “U” é Vishnu, o mantenedor e “M” é Shiva, o destruidor. OM, ou AUM, é a representação da força tríplice divina, a trimurti, ou seja, todos os aspectos de Deus.


Há conceitos de que o OM seja a representação do passado, do presente e futuro, bem como do estado de vigília, sono e sono profundo. Também da mente consciente, subconsciente e inconsciente.


Acredita-se também que dentro do símbolo do OM, estão representados os 5 elementos, como mostra a figura abaixo, ou seja este símbolo representa toda a forma de existência.


Depois desta explicação, podemos entender que a recitação do mantra OM pode ser feita para se buscar o equilíbrio de nosso ser, a união com o universo, com Deus em sua totalidade, purificar e equilibrar nossa existência.



NAMASTÊ!

Como O Yoga modifica a estrutura cerebral



Pesquisa e texto interessante.

Fonte: http://yogaemcasa.net/2014/03/18/texto-como-o-yoga-modifica-a-estrutura-cerebral/


O yoga é uma ferramenta de transformação, não é a toa que é dito desde de tempos imemoriais que Shiva, aspecto do Todo relacionado a dissolução das formas, é seu patrono. Quem já entrou em contato com a prática, comprova com facilidade esse poder que muitas vezes se apresenta nas primeiras aulas e muda de forma significativa o rumo de uma vida. Para essas pessoas, pouco importa a tal da comprovação científica, no entanto, se a ciência “descobre” o que já era sabido pelos mestres e já sabíamos por experiência própria, tudo bem, a validação é bem vinda e ainda satisfaz nossa curiosidade ocidental de entender o “como isso acontece?”

Em novembro de 2013 foi apresentado um trabalho no encontro anual de Neurociência em San Diego que demonstrou através de exames de ressonância magnética modificações benéficas na estrutura cerebral em pessoas que praticavam yoga regularmente. As aulas seguiam o seguinte formato: 70% do tempo para as posturas, 10% para os respiratórios e 20% para meditação.

A pesquisa foi coordenada por Chantal Villemure e Catherine Bushnell, do Centro Nacional para Medicina Complementar e Alternativa em Bethesda, Maryland. Usando exames de ressonância magnética, Villemure detectou mais massa cinzenta, células cerebrais, em certas áreas do cérebro das pessoas que praticavam regularmente yoga em comparação com o grupo controle. “Descobrimos que, com a prática, algumas áreas do cérebro foram ampliadas” diz Villemure.

Em resumo, a pesquisa aponta que os praticantes de yoga tiveram um aumento do volume do cérebro no córtex somatossensorial, que contém um mapa mental de nosso corpo, o córtex parietal superior, envolvidos em dirigir a atenção, e o córtex visual. O hipocampo, uma região crítica para atenuar o stress, também foi ampliado, assim como o precuneus e o córtex cingulado posterior, áreas-chave para o nosso conceito de Eu, o que indica de forma concreta a atuação das técnicas como meio para o auto-conhecimento.

fonte: http://www.scientificamerican.com/article/how-yoga-changes-the-brain/

Sobre a prática do Yoga!

NAMASTÊ!

Hoje eu irei falar um pouco sobre como é a prática do Yoga. Mais futuramente quero entrar em uma discussão sobre o que é o Yoga. No entanto, há muitas pessoas que me perguntam como são as aulas, ou mesmo dizem que não praticam Yoga pois possuem um alongamento muito “ruim”. Considero importante construir algumas informações e desconstruir outras.
Quando vamos praticar as posturas, exercícios respiratórios, meditação e também o relaxamento, por exemplo, há um conceito importante sobre o Yoga que devemos ter em mente, a visão holística do homem. Holos significa inteiro ou todo. Nesta visão, o homem, complexo que é, não pode ser dividido em partes, pois sua soma resulta mais que o todo. Muitas práticas orientais possuem este conceito, como é o caso da Medicina Tradicional Chinesa. É o pensamento inverso do cartesiano (o todo é igual a soma das partes).
O que quero dizer com isso é que, quando fazemos uma postura física (ásana), por exemplo, não estamos “trabalhando” apenas com os benefícios físicos, como força e flexibilidade. Estamos, também, desenvolvendo a energia de nossos centros energéticos (chakras), influenciamos nossa mente, portanto, também estamos “exercitando” aspectos da mente, como concentração e relaxamento. Algumas posturas exigem mais força, outras doem mais, por exigir maior flexibilidade, e outras exigem um completo relaxamento. As emoções também estão presentes e as posturas também mexem com elas. Enfim, tratar as ásanas meramente como alongamentos ou como força é superficial demais. Quando pensamos em uma sequência de posturas, devemos pensar em todos estes aspectos, físicos, mentais, emocionais e energéticos.
Bom, entendido este aspecto, podemos refletir que se eu fizer uma postura de alongamento, com a mente e com a energia dispersa, vou desperdiçar muito do que esta tem a oferecer, na visão do Yoga. Digo que não é requisito ter um corpo forte e flexível para praticar o Yoga, pois vimos que há de se considerar outros aspectos também. Força e flexibilidade podemos ganhar com o tempo de prática, e com a atenção presente, podemos ganhar mais rápido ainda.
A modalidade de Yoga que ensino é o Hatha Yoga. Ha significa sol, e tha significa lua. Este significado é atribuído à busca pelo equilíbrio das forças, solar e lunar, masculina e feminina, em termos gerais, expansão e contração. Conhecido como o Yoga do corpo, esta acredita que através da disciplina do corpo e de suas funções, podemos disciplinar e libertar a mente dos condicionamentos impostos pelo mundo e pela natureza da própria mente, alcançando o samadhi (meditação completa).
A prática do Hatha Yoga é baseada, principalmente, nos ásanas (posturas) e pranayamas (controle da respiração). Há uma diversidade de ásanas que podem ser feitos, e cada qual com suas variações. Na impossibilidade do aluno executar alguma postura, restrição médica, mal estar ou outra, sempre há uma variação que pode ser executada, ou mesmo trocar por outra postura. Há variações mais facilitadoras, assim como também há variações mais difíceis. É complicado dizer que uma é melhor que outra, mas certamente, a melhor para você é aquela que você não tem restrições para fazer. Com a prática, todos podem melhorar sua flexibilidade e sua força muscular, mas, talvez, e o que quero deixar aqui para reflexão, o maior ganho pode não estar apenas nestes dois aspectos. O que é mais importante para você, Desse texto que escrevi, do que você necessita mais em sua vida?

Até a próxima!


NAMASTÊ

Meditação em um minuto

Gayatri Mantra



Este mantra, ou cântico, é um dos mais "populares" da Índia. Ele é comumente escutado sempre ao nascer do sol.

Há uma história bem interessante sobre este mantra que gosto muito e com o qual me identifico, por assim dizer. Muitos dos ensinamentos vindos da Índia possuem historinhas de como surgiram, isto facilita que o ensinamento seja passado ao longo dos milhares de anos, ainda mais numa época em que a escrita era pouco desenvolvida ou mesmo inexistente. Gosto dessas historinhas pois muitas vezes, para mim, elas dizem ("tocam", talvez seria a melhor palavra) mais do que a teoria em si.
Vamos à historinha então!

"Havia um monge que era muito dedicado com as práticas do yoga, tinha uma disciplina indiscutível dentro de seu templo, sendo admirado pelas pessoas e por outros monges. No entanto, este não possuía o mesmo "dom" para os estudos das escrituras sagradas, o que o impossibilitava de conseguir atingir a iluminação, como os outros monges. O deus Indra ficou comovido com a dedicação do jovem monge e decidiu aparecer em uma de suas práticas e lhe oferecer um presente, uma recompensa pela sua tamanha dedicação. Depois de ser devidamente saudado, Indra perguntou:
- O que você mais deseja nesta vida, jovem monge?
- O que mais desejo é conhecer todas as escrituras sagradas sem precisar estudá-las. Não sou muito estudioso e, por isso, não consigo evoluir nos ensinamentos!
- Desculpe, mas não é possível ter o conhecimento das escrituras sem o estudo. Peça outra coisa.
- Obrigado, mas a única coisa que quero mesmo é ter o conhecimento das escrituras sem precisar estudá-las. Não preciso de mais nada, obrigado!
Indra ficou tão comovido com o desejo puro e verdadeiro do jovem monge, que resolveu ensinar-lhe um mantra. Este mantra traz ao seu praticante toda sabedoria dos escrituras sagradas, em todos os planos e tempos, podendo alcançar a iluminação. Este é o Gayatri mantra."

Gosto bastante desta versão de recitação Mantra. Segue abaixo:






Como conheci o Yoga

Inicio esta postagem agradecendo aos meus amigos e conhecidos que passaram por aqui e comentaram que gostaram do blog, e mesmo me incentivando a continuar escrevendo.
Bem, vamos lá!

Penso ser importante que uma das primeiras postagens seja para eu contar como foi que conheci o Yoga e minhas experiências iniciais.
Em 2002 comecei a praticar o Ninjutsu, que é uma arte marcial de origem japonesa e que possui em uma de suas raízes, a Índia e o Yoga. No início de minha prática do ninjutsu, e mais tarde também do Tai Chi, tinha muito incômodo e dores nas costas. Foi então que conheci uma mestra que passou a me ensinar posturas de Yoga para fortalecer e corrigir minha postura. Ela me disse "Faça estas posturas todos os dias, uma vez de manhã e uma vez a noite, que você irá se tornar muito forte, mais que qualquer um que conheça". Não lembro quanto tempo pratiquei estas posturas assiduamente, mas resolvi meu problema postural!
Passei, então, a estudar mais sobre o Yoga. Comecei aprendendo pelo Tantra, o qual trabalha e se desenvolve pelas sensações e emoções. Sempre foram muitas conversas e práticas de mantras e mandalas - inicialmente me limito a dizer que são recitações de sons e concentração sobre figuras geométricas. A prática do Tantra se desenvolve utilizando o conceito dos chakras (centros de energia), com isso, busca-se "abrir" ou desenvolver certos chakras, equilibrando-os. Isto influencia em seu corpo físico, nos pensamentos, nas emoções e em seu espírito.
Este "mexer" em tudo que é interno me ajudou em diversos aspectos de minha vida.
Com minha evolução no Ninjutsu, é natural que deveria aprimorar minhas capacidade físicas, como flexibilidade, força e respiração correta durante os golpes ou na luta. Neste momento é que comecei a praticar mais intensamente o Hatta Yoga. Neste "tipo" de Yoga, acredita-se que, treinando o corpo, ou melhor dizendo, disciplinando o corpo, consegue-se disciplinar a mente e atingir a iluminação ou mesmo estados elevados de consciência.
Em 2004 mudei de curso na Unicamp, de Matemática, passei a cursar Educação Física. Meu desejo e interesse pelo Ninjutsu e Yoga falaram alto e resolvi mudar meu caminho, buscando me aprimorar academicamente para o ensino e prática destas "modalidades".
Em 2005 comecei a dar algumas aulas de ninjutsu e, como não podia faltar, minha "especialidade" - como meu mestre e companheiros de treino diziam - era ensinar elementos do Yoga, como força, flexibilidade, meditação e relaxamento.
Em 2008 resolvi aceitar o desafio de assumir as aulas em uma turma de Yoga no Dojo (local de prática do Ninjutsu). Me senti muito realizado e feliz por poder ensinar aquilo que vinha me dedicando há anos. Busquei um curso de formação para professor de Yoga, foi então que conheci o Isvara e o professor Andrês. Fiz o curso de Formação para Professores de Yoga.
No fim de 2012 conclui a graduação, o que me possibilitou dedicar novamente ao ensino de Yoga.